Finalmente. Uma luz se avista ao fundo do túnel! A vacinação contra a Gripe A começou hoje. São cerca de 10 milhões de portugueses que, brevemente, receberão uma cartinha do centro de saúde mais próximo para que se possam vacinar e, de uma vez por todas, levem à extinção do vÃrus!
Nestas coisas há sempre um “mas”… E o “mas” desta história é que só há 54 mil vacinas disponÃveis. Ou se preferirem, 5% da população, apelidados carinhosamente pelo Governo como “primeiro grupo de risco”. OK!
Ao ler esta notÃcia na edição do Expresso de hoje, imaginei logo quem seria o primeiro grupo de risco: Sócrates & The Innocent Criminals (sem ofender o Ben Harper claro). E vai mais além: Segundo o Governo, serão vacinadas “pessoas com funções consideradas essenciais ao paÃs”. Os médicos, os doentes crónicos, os governantes (e porque não?) o povo até aceita… Agora a teia até está mais restrita, porque um diabético é doente crónico e estimam-se que em Portugal haja mais de 900 mil (54 mil vacinas.. 900 mil diabéticos… é fácil de perceber quem é que não vai ter vacinas no sapatinho!).
A novidade nesta notÃcia é que, até final do ano, se espera que sejam vacinadas 500 mil pessoas (ainda assim, insuficiente para cada um dos diabéticos portugueses). E que as crianças ditas “normais” serão vacinadas no princÃpio do próximo ano (após o pico do frio de Dezembro e onde o vÃrus da gripe é mais fatal).
Nada que o director-geral de Saúde ache que seja decisivo porque segundo ele “o pico da gripe não é iminente” (seja lá o que isso quer dizer)
Em suma, o que o director-geral de Saúde devia ter dito é que há mais gente a morrer com a gripe sazonal do que com esta variante da estirpe. Como diz o povo “A pandemia não é o H1N1. A pandemia são os media e o Governo que falam nisto até a exaustão de manhã à noite.” E a dona Flora de Sta. Maria da Feira, que até tem um arzinho saudável, é que sabe bem como é que estas coisas são tratadas, em especial no Parlamento
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