O meu filho é gay!

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Este é o título de uma reportagem que a Visão publicou na sua última edição. Esta reportagem apresenta o modo como os pais devem perante a saída do armário dos filhos. No princípio, a notícia é recebida com choque, apreensão e, muitas vezes, com revolta por parte dos pais. O terapeuta familiar Pedro Frazão, 33 anos, é o “autor” do estudo sobre este tema.

Sendo a Visão uma revista séria, também publica títulos charmosos… “O meu filho é GAY” tem um certo carisma… revela que o filho até foi para a Universidade e não é um paneleiro qualquer! É GAY! Tem estudos, portanto!

Este tema é “muito sensívelzinho” e só uma revista como a VISÃO nos daria uma visão destes acontecimentos de uma forma não-melodramática ou muito chocante. Outra revista qualquer, de conteúdo mais plebeu, teria uma manchete mais drástica tipo “o meu filho é maricas/paneleiro/rabeta/panisgas/leva na bilha/gosta de ser empurrado por trás”.

Mas não… a VISÃO não! Até põe um tal de Pedro Frazão (PF), terapeuta familiar de 33 anos, a dissertar sobre o assunto… Aconselhando aos pais como lidar com a mariquice (que não é assim tão) alheia.

Mais. Pedro Frazão diz aos pais o que não devem fazer quando o filho dá a drástica notícia lá em casa…

Transmitir ao adolescente/jovem adulto de que se trata apenas de uma fase e que com o tempo vai voltar a ser heterossexual, desvalorizando todo o trabalho de preparação que o jovem fez para partilhar com os pais o que sentia

O Era o que faltava! (EOQF!) faz melhor que o Pedro… aconselha métodos de detecção, ainda em idade infantil:

Desconfie quando ele só brinca com os Action Men despidos!

PF: Criar um pacto de silêncio sobre as questões relacionadas com os afectos e sexualidade dos jovens

EOQF!: Quando ele vier da escola pergunte-lhe “Quantas gajas papaste hoje?” Ponha-o de castigo por só ter papado duas e que essa é a única média que deve ser aumentada na escola.

PF: Criar um clima de confrontação e hostilidade que faça o adolescente/jovem adulto sentir-se ainda mais isolado do que já se sentia antes do coming out (“sair do armário”)

EOQF!: Ao passeá-lo pelo parque, admire os rabos das outras mães.. e comente com o miúdo que um dia ele vai ter umas assim!

PF: Fazer comentários homofóbicos e que ridicularizam pessoas gays ou lésbicas

EOQF!: Instrua-o a não usar em discussões o “Quem diz é quem é” ou o “nha nha nha nha nha” e outras onomatopeias comuns nos nicks do messenger, tipo “YUPIII” ou o “BAAAAH”

PF: Procurar outros pais que têm filhos gays e lésbicas e que viveram situações semelhantes

EOQF!: Procurar mães solteiras com filhas potencialmente boas, para que o filho comece a trabalhar a peça desde cedo


Claro que isto tudo é ridículo… E mais ridículo ainda vai ser, daqui a 20 anos, quando nós, heteros, formos considerados a minoria, os “anormais”…


E quando primas deixar de ser incesto…

Um amigo meu tinha três expressões recorrentes (a última das quais aplicado a lésbicas) quando via destes artistas na rua:

“Quando optares pela paneleirice lembra-te… tás a f*der duas casas!”
“Vai mas levar na bilha pró Iraque”
“Era eu aí no meio…!”

Deixo aqui um ensinamento de um famoso taxista em Lisboa… Dedicada aos heteros e às lésbicas, que estes sim… terão a possibilidade de comprovar a teoria!


Faço minhas as palavras dele!

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2 Comentários em “O meu filho é gay!”

  1. Ah! E depois não é isso... comentou:

    16 de Dezembro, 2009 às 21:48

    Pensamento/Questão sobre o assunto: “…eles – e trato o assunto com os ensinamentos aqui adquiridos (“PF: Fazer comentários homofóbicos e que ridicularizam pessoas gays ou lésbicas”) isso ou falar com despeito: “eles” – não se reproduzem, mas cada vez há mais…”

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  2. Zé da Esquina comentou:

    16 de Dezembro, 2009 às 22:26

    Querem é mexer no Fainen Away dos outros!!

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