Glossário dos Viados

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Após a legalização do casamento homossexual, convém adaptar o vocabulário a cada um desses seres e nada melhor do Era o que faltava! para identificar as personagens-tipo que os caracteriza.

Prefácio

Bicha não deve ser confundida com Veado [macho da cerva] mas sim como Viado, com “I”, resultante da aférese (des)viado, como eram conhecidos os “alegres” rapazes de antigamente. Existem várias variações semânticas, resultantes do tipo de viado:

Boiola

É o viado mais moderno. Pratica surf, musculação, vive com os óculos na testa e tem um cabelo suficientemente grande para fazer todo o tipo de penteados. Finge que namora a coleguinha lá da escola, frequenta festas da espuma, mas no final da noite dá uma escapadelazinha com um “amigo” para pôr a “cartela” em dia. Exemplo típico: Vítor de Sousa.

Viado

Este é o mais antigo e tradicional de todos. Fala com a voz desafinada e a língua entre os dentes. Costuma revirar os olhos enquanto fala e usa muito as artículações dos pulsos para expressar os sentimentos. Tem mais quatro variações: viadinho, viadão, viado-filho-da-puta e viado velho “pederasta”. Exemplo típico: Carlos Castro.

Bicha

É o viado mais rabeta que existe. Usa calças de napa ou com folhos. Tem tipicamente duas fases de metamorfose: bicha louca (que é um misto de viado com demente) e bicha nojenta (que são aquelas que encontramos sempre numa fila de uma qualquer repartição pública). Exemplo típico: José Castelo Branco.

Gay

É o viado intelectual, com estudos. É muito alegre, divertido mas dá o cuzinho igual aos demais, só que com mais criatividade. Faz-se deslocar por um Mini, ou um Beatle. Exemplo típico: Diogo Infante.

Boneca

É a mais fêmea dos viados; aquele que gosta de ser chamado de “viada” por ser feminino. Repete sempre a expressão “cala-te mlheeeer!!” quando recebe uma notícia e identifica-se como “primeiras”. Na verdade, ela acha-se uma menina e sonha com o casamento. Exemplo típico: Filipa Gonçalves.

Frutinha

É aquele viadinho suave, meigo, frágil, de pele branquinha, com gestos graciosos e delicados. Foi criado pela avó ou, na pior das hipóteses, é aquele filha que a mãe nunca teve. Geralmente casam (tarde) com uma menina ingénua para enganar os fãs. Só dá o rabo mediante solicitação, pois é muito tímido. Exemplo típico: Manuel Luís Goucha.

Baitola

É a bicha alentejana. Normalmente é bem abestado. Nasceu uma florzinha do agreste e mudou-se para o Porto ou Lisboa (onde sempre cabe mais um) para “ganhar a vida” e sair para longe da família. Tem sinais súbtis: é o que ri mais alto das piadas. Exemplo típico: José Carlos Malato.

Pederasta

É um viado em desuso e extinção. Teve a sua glória na época dos grandes bailes. Adora estar mascarado e encarnar outras pessoas (mulheres preferencialmente, mas também outros viados). Hoje aparecem-lhes as primeiras varizes e a comunidade viada considera-as umas heroínas. Exemplo típico: Joaquim Monchique.

Homossexual

É o viado discreto, disfarçado. Em geral é rico e, às vezes, casa para camuflar as suas actividades. Paga bem, mas exige discrição. É capaz de trair a mulher com o próprio cunhado adolescente, em troca de emprestar o carro. Às vezes tem crises existenciais e cai em depressão. Mas nunca se arrepende. Exemplo típico: Herman José.

Meigo

É aquele viado que nunca temos a certeza se ele é viado ou não. Toda a gente desconfia, quer pelos seus gestos, quer pelos seus trajeitos; porém, se se souber que ele não é, ninguém vai ficar decepcionado. Quando se acha que um homem é “meio viado”, mas não se tem a certeza, é chamado de Meigo (abreviatura de Meio-Gay). Exemplo típico: José Sócrates.

Colírio

Finalmente, chegamos à mais recente de todas as variações de viados que existem. Devido às alterações genéticas ocorridas nestes últimos anos, este é aquele gajo que nunca ninguém imagina que é viado. Fala como homem, veste-se como homem, pode ser casado e até ter filhos. Compra as revistas Playboy, Sexy e Penthouse e ainda comenta: “C#ralho, ganda gaja!”. Costuma ser inflexível quanto ao ódio a homossexuais e, se fosse possível, mandaria matar todos sob tortura. Chama-se COLÍRIO (variante avançada “culírio”) porque, se aparecer uma oportunidade de se relacionar com outro homem sem que ninguém saiba, ele dará tanto o rabo que terá que passar colírio no olho do cú, de tão ardido que ficará. Normalmente usa-se a expressão para gozar com um gajo: “Este gajo deve de andar a usar colírio”. Exemplo típico: Jel.

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4 Comentários em “Glossário dos Viados”

  1. Oscar Tavares comentou:

    22 de Setembro, 2010 às 1:13

    Esqueceu-se de um género: ‘o viado bloguista’. Aquele que tem tanto medo dos seus fantasmas, que exorciza a sua bichice perdendo tempo a denunciar outros viados. Divertem-se, mas são os mais infelizes. Geralmente, só começam, a levar na p***a a partir dos sessenta anos. Exemplo ? Basta que se olhe ao espelho !

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  2. orange_panther comentou:

    22 de Setembro, 2010 às 10:19

    Ao Oscar aconteceu-lhe!?

    Current score: 0
  3. Oscar Tavares comentou:

    22 de Setembro, 2010 às 10:59

    Não lhe posso responder ainda. Não tenho blog, não me move (nem diverte) comentar a sexualidade alheia, e ainda estou a 28 anos dos sessenta…

    Current score: 1
  4. O Realizador comentou:

    22 de Setembro, 2010 às 15:02

    Sr Oscar…desculpe lá mas eu não concordo consigo quando diz: ” Geralmente, só começam, a levar na p***a a partir dos sessenta anos”. Existem uns que é mais cedo.Sabe quais são? São os defensores dos viados…portanto não é por estar a “28 anos dos sessenta” que se safa…

    Current score: 2

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